A crise do Estado e a UERJ

1471

Em 2016, a UERJ enfrentou uma greve de mais de 4 meses devido à falta de condições de funcionamento e falta de repasse de verbas do governo do estado. Em função disso, o semestre de 2016, que deveria começar no meio do ano, acabou sendo transferido para iniciar em janeiro de 2017. Porém, em função do atual cenário da universidade e do estado, a reitoria adiou por quatro semanas a volta das aulas.

A atual situação é de atraso de bolsas, os trabalhos (técnicos e docentes) estão com salários atrasados e pagos de forma parcelada, além da falta de repasse das empresas terceirizadas, resultando na rescisão do contrato da empresa responsável pelo restaurante universitário, deixando a UERJ sem bandeijão.

O governo Pezão vem sufocando a UERJ, assim como todos os serviços públicos através do desinvestimento e não pagamento de salários. Com a ordem de Temer; Pezão e Picciani estão fazendo todo o esforço possível para privatizar a CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) e com certeza essa “solução” será a que os mesmos apresentaram para as universidades estaduais.

Mas todo esse desgoverno do Pezão está recebendo a devida resposta. No dia 12 de janeiro milhares de estudantes, trabalhadores da UERJ em conjunto com diversos trabalhadores do estado, além de usuários do hospital universitário, fizeram um grande ato que se iniciou em frente ao Hospital Universitário Pedro Ernesto e seguiu até a Avenida Radial Oeste. Já no dia 19 de janeiro, trabalhadores da FioCruz em conjunto com trabalhadores da UFRJ, organizaram um grande abraço na UERJ que reuniu mais de 3 mil pessoas e contou com forte apoio da população.

Mas não é só a UERJ que está lutando contra o Pezão.

A crise gerada por Cabral e Pezão vem sendo jogada sobre os ombros dos trabalhadores que estão desde o final do ano passado com seus salários atrasados e sendo pagos de forma parcelada. Para “conter” a crise, Pezão apresentou um pacote de maldades que visava o fim de vários direitos sociais, além do aumento da contribuição previdenciária que foi derrotado integralmente com muita luta na rua dos trabalhadores do estado.

Durante o recesso, Pezão e Picciani foram se articular com Michel Temer para apresentar um novo pacote de maldades, baseado na privatização da CEDAE, aumento da contribuição previdenciária e 3 anos de contribuição especial de 8%. Mas já no primeiro dia de funcionamento da Assembleia Legislativa, no dia 1 de fevereiro, mais de 5 mil servidores estaduais fizeram um grande ato em frente a ALERJ que foi duramente reprimido. No dia 7, centenas de trabalhadores da CEDAE, que se encontram em greve, foram dar o recado ao Pezão e Picciani que não vão deixar a CEDAE ser privatizada.

Os trabalhadores não vão pagar pela crise
A crise no estado do Rio de Janeiro não foi gerada pelos trabalhadores e sim pela quadrilha Sérgio Cabral, Pezão e Picciani. O ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral se encontra preso desde 17 de novembro, após divulgado a cobrança de propinas em obras públicas e mais recentemente foram descobertas mais de 10 contas secretas em diversos países, além de diamantes e barras de ouros. Além disso, desde 2010 os valores em isenções fiscais superam os R$ 140 bilhões e só em 2017 Pezão já concedeu R$ 16 milhões em isenções fiscais.

É por isso que é necessário que todo o funcionalismo público, junto com os estudantes, construam uma greve geral para lutar contra a privatização da CEDAE, derrotar o pacote e botar para fora Temer, Pezão, Picciani e todos que atacam os servidores.

Debora Trajano e Pedro Assis, da Juventude do PSTU-RJ