16 de agosto: a importância da unidade de ação para fazer grandes manifestações em todo o país

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    Nos próximos dias e semanas, ficará mais nítida a importância da decisão tomada em comum acordo pelas centrais sindicais do país – todas elas, desde a CSP-Conlutas, passando pela UGT, Força Sindical, NCST, CSB, CGTB, CTB, até a CUT – de realizar um dia nacional de mobilização em 16 de agosto.
     
    As bandeiras, o programa em torno ao qual serão realizadas as manifestações, são a defesa do emprego com redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o rechaço à reforma da Previdência e à reforma trabalhista que tem sido anunciadas pelo governo Temer, contra o ajuste fiscal e a política econômica deste governo.
     
    É evidente que o programa tem suas limitações, não expressa todas as mudanças que o país precisa, do ponto de vista dos trabalhadores. Mas tem uma qualidade que suplanta todas essas limitações: pode unir e mobilizar toda a classe trabalhadora contra os ataques que vem sofrendo por parte das empresas e do governo.
     
    O governo Temer, até agora só tem ameaçado com a reforma da Previdência e trabalhista. Mas assim que terminar o processo de impeachment, com a votação definitiva no Senado, não há dúvidas de que virá para cima dos trabalhadores com todas suas forças. É uma exigência dos banqueiros e do grande empresariado, que vão condicionar a isso o apoio ao seu governo.
     
    Mas é um governo frágil, que pode ser derrotado. Mas para isso é preciso uma grande mobilização da classe trabalhadora. Daí a importância de todo esse processo que se deflagra com as manifestações de 16 de agosto.
     
    Não sabemos até onde as grandes centrais sindicais estarão dispostas a ir nesta jornada. Mas o que nós devemos fazer, isso está claro, é jogar todas as forças na construção deste dia de mobilização nacional.
     
    Fazer a nossa parte é a primeira condição para que possamos cobrar também das centrais sindicais que façam a parte delas. Para fazer do dia 16 um grande dia de lutas, que seja um passo rumo à uma greve geral que pare todo o país e derrote de vez os ataques contra a classe trabalhadora.
     
    O PSTU está dentro. Vai jogar suas fichas na construção deste processo de mobilização. E, nesse processo, respeitando e divulgando o programa da unidade de ação aprovado pelas centrais sindicais, vai levar também aos trabalhadores a sua proposta de saída para a crise que o país vive.
     
    Vamos levar e debater com os trabalhadores a necessidade de que nossa luta se estenda e assuma a tarefa de colocar para fora o governo Temer e não só ele. Vamos levantar as bandeiras do Fora Temer, fora todos eles e por eleições gerais, já!
     
    Que 16 de agosto seja um grande dia de mobilizações em todo o país! O primeiro passo rumo à Greve Geral!
     
     

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