15M: Mobilização mostra força da juventude e da classe trabalhadora em Maceió

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15M na UFAL

 
A prova de que os ventos de junho ainda sopram mostrou-se nesta quinta-feira (15), nacionalmente: diversas capitais e cidades-sedes dos jogos da Copa tiveram grandes paralisações e manifestações para denunciar as injustiças e desmandos da FIFA. Em Maceió, não foi diferente, desde cedo aconteceram atos e mobilizações contra as injustiças da Copa do Mundo.
 
Às 6h da manhã já se podia ver a movimentação na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Estudantes, a Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL) e o DCE UFAL Quilombo dos Palmares, junto aos servidores técnicos, promoveram um “trancaço” na entrada da Universidade. Este ação somou-se ao ato “Negocia, Dilma”, do Sindicato dos trabalhadores da UFAL (SINTUFAL). Os servidores estão em greve desde o dia 17 de março, e tentam negociação com o governo federal, que se recusa a atendê-los. Na Ufal, o Reitor Eurico Lôbo e o Conselho Universitário também se negaram a apoiar a greve dos técnicos: uma simples moção de apoio à greve não foi sequer discutida na reunião do Conselho universitário (Consuni).
 
15M na UFAL
Wibsson Ribeiro, da Juventude do PSTU, ressaltou a importância da aliança da juventude com a classe trabalhadora para denunciar o caráter do governo Dilma e sua política para com a educação. “Enquanto milhões são investidos na Copa e o país entregue de bandeja nas mãos dos empresários e da Fifa, os servidores técnicos não foram sequer chamados para negociação, mesmo após quase dois meses de greve. Por isso, greves estouram Brasil a fora! Dilma e os governos, nos escutem, na Copa vai ter luta! O 15M é a prova disso”, falou Wibsson.
 
A Polícia Militar (PM/AL) chegou a aparecer no local, questionando o motivo do protesto; já que muitas matérias saíram na imprensa colocando a posição do DCE UFAL, que luta por uma guarda universitária concursada no campus, com destacamento feminino, para combater a insegurança, não a PM. Mas logo a PM foi embora, após tirar fotos dos manifestantes. A mobilização terminou por volta das 13h30, com a UFAL completamente esvaziada.
 
15M na Uncisal
O 15M também atingiu a Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). O DCE Uncisal, os Diretórios Acadêmicos, vários estudantes, técnicos e professores se mobilizaram parando as atividades na Universidade. A luta é por mais investimento estadual, já que a Uncisal é vítima dos péssimos sistemas de saúde e educação pública de Alagoas, há 8 anos nas mãos de Teotonio Vilela Filho (PSDB).
 
Enquanto Teotonio prefere dar dinheiro aos usineiros, a Uncisal e o Hospital-Escola Santa Mônica padecem sem investimentos, o que deixa a população alagoana, principalmente as mulheres negras e pobres, usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), reféns das grandes filas nos corredores. Os estudantes lutavam por assistência estudantil e também para denunciar as injustiças da Copa e do governo do PSDB na educação e saúde públicas do estado.
 
Os trabalhadores da educação de Alagoas, que constroem a CSP-Conlutas, também realizaram uma panfletagem no Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa), maior complexo educacional do Estado de Alagoas, como atividade do 15M.
 
Ao contrário do que pensaram os governantes e mega-empresários, nós provamos que na Copa vai ter luta, mesmo que esta seja a Copa da Repressão. O 15M deu o tom da nossa organização, da nossa força política e provou: só a juventude em luta, junto à classe trabalhadora, é capaz de mostrar sua força. É preciso lutar e é possível vencer. Continuaremos em mobilização permanente para dar o nosso recado: chega de dinheiro para a FIFA e para as grandes empresas! Mais dinheiro pra Saúde, Educação, Transporte Público e Moradia!
 
Dilma, escuta na Copa vai ter luta!