15 de março: Dia nacional de paralisações e luta contra os ataques de Temer!

4360
Brasília - Estudantes fazem protesto na Esplanada dos Ministérios (Wilson Dias/Agência Brasil)
Julio Anselmo e Helena Martins, da Juventude do PSTU

Depois de um 2016 de intensas lutas, é hora de todos e todas que ocuparam escolas e universidades voltarem à ação. Os ataques do governo Temer continuam e precisam de uma resposta contundente da juventude e dos trabalhadores. Ninguém aguenta mais essa democracia dos ricos que rouba nossos direitos, enriquece políticos burgueses através da corrupção e serve aos interesses dos capitalistas.

Por isso, neste dia 15 de março, chamamos todos e todas a ocupar as ruas do país atendendo ao chamado de diversas organizações populares e dos trabalhadores. Com a força deste dia nacional de lutas e paralisações, é preciso reforçarmos a necessidade de uma greve geral já no país e fazer ecoar por todos os cantos o grito pelo Fora Temer e todos os corruptos.

Para sermos vitoriosos, não podemos ter dúvida: é preciso que a juventude se unifique com os trabalhadores para parar o país. Lamentavelmente, organizações ligadas ao PT, como a CUT, e ao governo Temer, como a Força Sindical, se recusam, desde o ano passado, a unificar as lutas e parar os locais de trabalho. Desse jeito não dá mais! É preciso cobrarmos das entidades que estão enrolando como CUT, CTB e UNE, que respondam ao chamado da CSP-Conlutas, e entrem de verdade na convocação da greve geral.

Organize reuniões preparatórias nas escolas, universidades, locais de trabalho e moradia, e vamos ocupar as ruas nesta data!

Temer: amigo dos capitalistas, inimigo do povo trabalhador
O governo Temer quer fazer com que a juventude e classe trabalhadora paguem por uma crise que não é nossa. As medidas que o governo anuncia como solução para a crise, na verdade são todas para beneficiar os grandes empresários e banqueiros.

A aplicação da reforma do Ensino Médio irá precarizar e privatizar ainda mais as escolas públicas. Embora a formação escolar não garanta uma vaga no mercado de trabalho, em tempos de desemprego, as alterações ajudam a jogar para baixo os salários dos filhos e filhas de trabalhadores.

Sem falar na proposta de reforma da Previdência que condenará nossa geração a morrer sem se aposentar. Está sendo preparada ainda a reforma trabalhista que retirará os mínimos direitos trabalhistas que ainda desfrutamos. E a juventude que está empregada nos estágios, trabalhos precários e temporários, sabe bem o que é não ter direitos trabalhistas mínimos. O governo atual, como qualquer governo burguês, quer alargar e aprofundar isso.

 “Lula 2018”: já vimos esse filme…
Estão errados aqueles que, neste momento crucial de luta em defesa dos nossos direitos sociais, colocam sua expectativa numa possível candidatura de Lula em 2018. Isto enfraquece a luta atual contra o Temer e coloca para as eleições o que deve ser resolvido hoje pela luta.

O povo trabalhador não quer Temer, mas também rejeitou Dilma e os governos do PT exatamente pelos mesmos motivos. Deixar com que as lutas sirvam para impulsionar novamente um projeto petista de governo de aliança com a burguesia será a repetição em escala mais trágica ainda do que aconteceu nos últimos 15 anos.

O PT não pode se corrigir. Seus “erros” são na verdade um projeto pensado para manter o poder econômico das grandes empresas, oferecendo concessões para a população quando a burguesia permite.

Qual a saída?
A democracia atual é dos ricos e poderosos e as eleições são um jogo de cartas marcadas! Tanto o PMDB, quanto oPSDB ou mesmo o PT, sustentam esta democracia dos ricos na qual vivemos, que com seus parlamentos aprova as PEC’s, privatizações e reformas. São todos surdos aos protestos do povo trabalhador e cegamente defendem os interesses dos ricos.

Os trabalhadores podem e devem governar através dos conselhos populares surgidos das lutas. Esta é a alternativa, por isso a aliança da juventude com os trabalhadores é muito fundamental. Estes conselhos populares podem e devem fazer frente ao Congresso e ao governo. Devemos ampliar a experiência das ocupações de escolas e locais de trabalho. Os trabalhadores e jovens provaram nessas ocupações que podem decidir como a sociedade será administrada, de maneira a favorecer a maioria.

Quem produz as riquezas da sociedade, sofrendo com a exploração e a opressão, deve ser nosso aliado na luta não só contra Temer, mas também contra este sistema que todo dia cria um novo jeito de nos prejudicar. É este sistema capitalista que sustenta a corrupção, a vida boa para os ricos e a vida dura para os pobres. Por isso, todas nossas lutas pontuais têm como estratégia a mobilização e organização da juventude e dos trabalhadores para derrubar o capitalismo e seus governos.  Dizem que um mundo novo e socialista é impossível. Mas o que a realidade prova de fato é a impossibilidade de termos uma vida plena e digna sob o capitalismo.